sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Efeito Halo e a nossa incapacidade ser objetivo.

Caindo pelo Halo.

Você provavelmente não sabe o que é efeito Halo. Pois bem, na década de 20 um psicólogo americano chamado Edward Thorndike fez uma pesquisa bem interessante. ele queria saber o que era considerado pelos comandantes na escolha de soldados para promoções e como esses comandantes avaliavam seus soldados. se os critérios eram de fato objetivo. e adivinha o que ele descobriu? não, os critérios não tinha nada de objetividade. Thorndike observou em sua pesquisa que existia uma correlação entre beleza e habilidade, feiura e falta de aptidão.



Nem é essa Coca Cola toda. 

Parece até piada mais é a mais pura verdade. alguém ser considerado capaz apenas por ser belo. não preciso lembrar a vocês que o
conceito de beleza é puramente subjetivo, ou seja, depende de quem vê, de quem avalia. não há como afirmar que a beleza é objetivo, então porque raios alguém em uma avaliação objetiva, usa parâmetros subjetivos na analise e não objetivos. é justamente neste ponto que entra o efeito Halo. 
Thorndike descobriu que as pessoas tendem a generalizar características e quando acham uma característica positiva presumem com isso que a pessoa tem outras habilidades e é competente para isso e aquilo. é como se pensasse: "fulano é está tão bem alinhado, perfumado, bonito, educado, ele obviamente será um excelente administrador público" ou "fulano fala de maneira tão fluente que é obvio que será um perfeito analista de sistemas" e os exemplos não param.
                                      agora eu entendo poque eu nunca sou promovido 



O efeito Halo então é a generalização de atributos, qualidades ou defeitos que atribuímos de forma previa com base única e exclusivamente em uma informação previa. 



  Se é amiga é claro é que a marca é boa! você já viu inimigo ser bom?

Nem tudo que relux é iPhone.


Quantas vezes isso já aconteceu com você? você comprou uma roupa, um refrigerante, uma bolsa, só pela MARCA. e não pelo produto em si? perai, mas se é iPhone é bom não é? afinal de contas todos os produtos da Apple são bons. será mesmo? hoje os grandes consoles de videogame são Nintendo, Playstation e Xbox. mas se eu disser pra você que a Apple já teve um console de videogame? pois é, nem tudo que reluz é ouro. 
Agora o que realmente preocupa não é o efeito Halo no comercio, na escolha de uma tinta pra cabelo. e sim nas relações pessoas. quantas pessoas são iludidas por causa do efeito halo todos os dias? só porque alguém é bonito não significa que ele está correto quando opina sobre politica. só porque alguém tem muitos seguidores no youtube não significa que ele tem todas as respostas da vida. só porque alguém é extremante gentil, significa que é seja apto para ser gerente de uma empresa. percebam que qualidades distintas não habilitam alguém para outras habilidades. mas infelizmente não pensamos assim. e aquele nosso amigo chato, inconveniente, hipócrita, mesquinho, arrogante, ainda vai ser chamado para o churrasco de domingo pura e simplesmente porque vivos alguma característica positiva nele, mesmo que todo o resto seja podre. é aquilo que Jesus chamou a mais de 2000 anos de sepulcros caiados. belos por fora, podres por dentro.

                No brasil esse console teria que ser financiado pela Caixa.



Pô mais aí você está sendo muito rigoroso não é? quer todo mundo seja perfeito? se não convidar meu amigo que tem esses defeitos para o aniversário do meu filho, vou convidar quem? vou me isolar, porque no fim das contas todos tem defeitos e todos fazem coisas erradas. é claro que não. é justamente por não sermos perfeito que deveríamos tomar cuidado com atribuir perfeições a todo e a todos. deveríamos ser objetivos em nossos julgamentos e não decidir nada de maneira passional. no Brasil principalmente, vemos um amigo cometer uma falta no trabalho, fazer algo errado, mas não falamos nada, afinal é no "parça". o cara das piadas, o efeito Halo. ignoramos seu caráter por causa das qualidades previas que já lhe atribuímos. 
e o nosso "youtuber" favorito? cantor preferido? se/quando descobrimos que ele ou ela é um racista, homicida ou qualquer outra coisa. será que vamos estar aptos a reconhecer isso? ou vamos apoiar porque já estarmos tão enviesados pelo efeito halo a ponto de tudo que fulano diz ser considerado correto só porque em um passado identificamos uma característica positiva nele. e aquele camarada que não tem boa aparência nunca vai ficar com a vaga, mesmo sendo infinitamente mais competente que o "garanhão" que esta fazendo a mesma seleção?  


As chances nunca são iguais.


quando eu estava no 5° período do curso de psicologia, fiz uma prova e tirei a maior nota da turma, uma aluna que estudava bem mais do que eu (disso eu tenho certeza, pois nunca fui de estudar muito para provas) quis comparar a prova dela com a minha pois queria saber o que errou e porque errou, eu tirei 8,9 ela tirou 7,2. durante a correção, ele observou que a terceira pergunta eu não escrevi quase nada, e ela tinha escrito 4 linhas na resposta. obviamente a resposta dele estava mais completa do que a minha, no entanto a professora deu a ela 0,2 pela resposta e para mim 1,0. ela quis pegar a minha prova e mostrar para a professora, e questiona-la por qual motivo eu recebi 1 ponto e ela 0,2 sendo que a resposta dela estava mais completa. claro que a professora na hora da correção foi influenciada pela efeito Halo, eu era o aluno mais polemico da sala, que sendo trazia os debates para a turma, era o aluno que também não tinha aparecido na aula até a 3 aula da nova professora, e com isso chamando atenção da professora novata, tanto que no dia que apareci na aula pela primeira vez ela disse : então é você o aluno que não tem assistido as minhas aulas? como se eu não precisasse assistir a aula ou já soubesse o assunto. fato é, que conquistei a simpatia da professora e ela viu em mim algo positivo, um bom aluno, talvez a postura rebelde (só a postura mesmo) o tom arrogante (era só o tom mesmo) fez com que ela enxergasse algo positivo em mim e isso pesou na hora da correção da prova.
equívocos como esse poderiam ser evitados se fossemos mais objetivos e não caíssemos no engano do efeito halo. mas infeliz isso não vai acontecer e a cola coca ainda vai vender mais refringentes que a Pepsi cola mesmo a Pepsi sendo mais gostosa.



By: Arthur Silva de Souza









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