quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Felicidade, Destino e o Efeito Borboleta!

AS IRMÃS MOIRAS

É sempre desesperador (pelo menos para mim) a ideia do acaso. é desesperadora porque o fato de você não estar no controle da sua vida, te faz pensar "mas e se não acontecer do jeito que eu quero?" "e se escolherem errado para mim?".
Para alguém como eu, que adora "controlar", "planejar", "arquitetar", "programar" sua vida, a ideia do DESTINO é, não somente perigosa, como ameaçadora para toda uma vida, digamos que, organizada. existe uma teoria chamada de Efeito Borboleta (teoria do caos), essa teoria diz que cada ação sua, cada reação, gera um efeito que irá invariavelmente afetar a vida de outras pessoas e vice-versa. pense agora naquela faculdade que você escolheu. em todas as pessoas que conheceu. e se você tivesse escolhido outro curso? e se tivesse trancado o curso no meio? ou se tivesse faltado naquele exato dia em que se apaixonou por alguém? 
As irmãs do destino na mitologia grega. Cloto, Láquesis e Átropos. elas "fiam" "puxam" e "cortam" o fio da vida. tá ai um nome bacana pra colocar nos cachorros. "passa láquesis, para de latir"


Alguns podem dizer, sim foi o destino eu escolher esse curso, conhecer fulano e fulana, me formar nessa profissão e ser "feliz". mas de uma maneira ou de outra observo inúmeras pessoas infelizes. praticamente tem tudo o que gostariam de ter, mas ainda assim são infelizes. mas então o que há de errado com essas pessoas? seriam as irmas moiras da mitologia grega reais, e sendo reais seriam elas tão cruéis a ponto de "destinar" a felicidade de uns e infelicidades de outros? obviamente que não. nossas escolhas nos definem, somos totalmente responsáveis por nossas escolhas. naturalmente o efeito borboleta tem uma parcela significativa do "efeito" de nossas escolhas. muito provavelmente o carro que você tem é o carro que "deu pra pagar" e não exatamente o carro que você queria. talvez a profissão que você tenha é a que "deu pra conseguir com a sua nota no vestibular" e não a que você sempre sonhou. partindo dessa premissa então ninguém nunca será feliz, é isso? seria então as nossas metas e objetivos sempre acima de nossas possibilidades?


EU QUIS E CONSEGUI E AGORA ME ARREPENDO!

Sempre tenho bastante receio em pedir algo. é provável que eu consiga. como assim Arthur? se você conseguiu, deveria estar feliz não é mesmo? a resposta é um sonoro "não necessariamente". diversos psicólogos concordam que a maturidade do homem/mulher só vem depois dos 30 anos, então pedir e ser atendido não é necessariamente algo bom. e se pedir errado, por não saber ainda o que é o melhor para mim? já vi muitas pessoas afundarem na vida financeira, familiar, pessoal, justamente por terem recebido o que queriam, mas não tinham maturidade para lidar com o que receberam. pessoas que queriam tanto um curso superior para ajudar a família e os amigos, e hoje não tem nem um nem outro, pois era exatamente o fato de não ter um curso superior que os unia. não estou afirmando com isso que ninguém deva ter um curso superior, pelo contrário. porém estou analisando que muitas das nossas escolhas nos levam a caminhos sem volta. toda escolha envolve perdas. Se escolho B, perco A. Se tenho A, mas estou infeliz e desejo C, perco A e B e ainda corro o risco de me arrepender por ter desejado errado. 


Se eu soubesse que aquele passeio ao shopping mudaria tudo na minha vida, teria ido ao shopping muito antes! ou melhor, eu teria construído o shopping, ou nunca teria pisado naquele shopping.


Como uma simples escolha pode ter consequências tão devastadoras em nossas vidas. como o caso da moça que postou uma foto em sua rede social e com isso chamou atenção de um olheiro, logo em seguida recebeu proposta para ser modelo e hoje é garota de programa na Europa. pode parecer assustador mas é a verdade. toda ação, terá uma reação. querer é ótimo, ser atendido excelente, porém saber o que é melhor para si é para poucos.


NADA SEI DESSA VIDA, SIGO "VIVO" SEM SABER!

Bom seria se nós pudêssemos prever o futuro, prever as respostas das pessoas, suas reações, etc. bom seria... mas e se eu disser que na realidade isso é possível. diversos estudiosos do comportamento humano fazem isso todos os dias, e você nem se dá conta disso. utilizam mecanismos de indução do comportamento, manipulação, condicionamento e por aí vai. a melhor forma de prever um comportamento é "criar" um. claro isso exige muito planejamento e esforço por parte de cada um. e em uma sociedade que está cada vez mais "agitada", "corrida" e "sem tempo para nada", viver a vida de maneira plena tem se tornado um verdadeiro desafio. pense comigo, qual foi a ultima vez que você passou o dia inteiro sem ligar a TV? qual foi a ultima vez que você passou mais de 2 dias sem usar a internet? quanto tempo faz que você não tem uma conversa cara a cara por mais de 3 horas sem checar o celular pelo menos uma unica vez? se a sua resposta a essas perguntas é não, não se preocupe, você não está só. vivemos tão conectados com as telas, tv, computador, tablets, smartphones, etc. que nos esquecemos do outro, nos esquecemos de conhecer o outro. eis os motivos das relações interpessoais estarem em ruínas nesse século. 


nada sei dessa vida... sigo sem saber.... nunca soube, nada saberei.... "pelo menos ela sabe a letra da música."

As pessoas não se conhecem mais, apenas "virtualmente". filhos não conhecem os pais, pais não sabem quem são seus filhos, maridos não conhecem suas esposas, namoradas não sabem nem com quem é o cara com quem namoram. e por fim gostaria de falar do filme Serendipity com um dos meus atores preferidos John Cusack. no filme ele conhece o grande amor da sua vida por acaso em uma loja comprando artigos para o natal, acontece que a moça acredita no destino e diz a ele que se eles realmente forem feitos um para o outro o destino vai dar um jeito de uni-los novamente (maneira genial de dar um fora em alguém não é mesmo?), não vou contar o filme inteiro aqui, caso alguém queira ver o filme depois (o nome em português é "escrito nas estrelas"). pois bem a ideia do Serendipity é essa, algo sensacional acontece na sua vida, por pura sorte (moiras, destino, como queira chamar). não tenho certeza se o destino é real, se minha vida já está escrita, se todo o que eu posso fazer é "aceitar" ou assistir. gosto de pensar que tenho o poder para mudar. talvez a felicidade seja isso, não algo que você alcança e sim a jornada a busca. se serei feliz ou não isso é algo que não sei responder, mas que busco a felicidade, isso sem duvida, talvez ela já tenha dado um Oi e eu ainda não percebi, ou talvez ela ainda esteja caminhando em minha direção, devagar, lentamente para não assustar. ou talvez ela já tenha passado por mim e eu a deixei escapar. ou talvez ela esteja bem na minha frente e não me dei conta, ou ainda a felicidade está se afastando de mim e eu devo impedir que isso ocorra. não sei... não sei... não sei... não sei... só sei que viverei o hoje e que hoje quero ser feliz.





By Arthur Silva de Souza

terça-feira, 19 de julho de 2016

Uma Escolha pode ou não te Definir.

Divergente


Faz tempo que um livro não mexe comigo, não mexe no sentido de me fazer refletir sobre o mesmo. o Livro Divergente fez isso. a história de Beatrice e de como ela escolhe mudar de facção é tão real, tão mundo atual. quantas vezes estamos em situações e nos sentimos deslocados? sentimos que não pertencemos aquele grupo social. o livro aborda o conceito de uma nova sociedade, dividida em 5 facções, essas facções são a forma como cada membro deve se comportar nessa sociedade.
Amizade, Audácia, Erudição, Franqueza e Abnegação. se você faz parte da Erudição, deve portanto se dedicar a ler, estudar, etc. se faz parte da Franqueza, deve sempre dizer a verdade e ser honesto o tempo inteiro, se faz parte da Audácia, deve ser destemido e gostar de lutar e por aí vai. 

Quero ser divergente!


O divergente é o ser que carrega o "gene" de todas as facções, ele se adapta a qualquer uma deles, mesmo que tenha prevalência em uma deles, ele poderia facilmente estar em qualquer outra facção se assim desejar. porém neste mundo ser divergente é errado, perigoso. ser divergente não é bom e sim ruim. quando você não entende o outro é normal critica-lo, julga-lo. quando eu não entendo algo, posso facilmente projetar meus medos e inseguranças nesse desconhecido, afinal de contas como não compreendo fica difícil dizer se é bom ou ruim, se é bem ou mal. 
acredito que hoje existam esses "divergentes" entre nós, pessoas que estão acima de media, que nós não entendemos, que não seguem as regras, pois o divergente não pode ser controlado por nenhuma simulação, eles consegue manipular as simulações. seria como se hoje existisse alguém que manipula o manipulador que o está tentando manipular. 


Ser comum é a solução!


Se você quer ser aceito, reconhecido, aplaudido, amado, você de se "encaixar" e escolher a sua facção. até os sem facção tem o seu "espaço", mas nunca um divergente. agir com a massa, pensar como a massa, usar a mesma linguagem que a massa é ser comum. todos na Audácia usam roupas parecidas e características da facção(a cor preta), assim como na Erudição que se usa o Azul e na Franqueza o Branco. ser comum é muito fácil, menos para o divergente. ele sabe que os teste aos quais é submetido são tudo ilusão, não passam de simulações da realidade e não pode e nem será engano por elas. mas de que adianta ver a realidade se a massa não consegue ver o mesmo que você?
o divergente é solitário, não porque quer ser, e sim porque sabe o que os outros não sabem e não pode dizer quem é, deve guardar segredo, deve se mostrar fraco, inferior (embora seja superior), deve agir de forma comum (ou pelo menos tentar agir) para não chamar atenção. embora os divergentes sempre chamem atenção, mesmo querendo passar desapercebidos eles chamam atenção. então o que você é?
Audácia? Erudição? Franqueza? Amizade? Abnegação? ou você é um Sem-Facção? ou será você um Divergente?




by Arthur Silva de Souza


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Opinião x Amizade - a geração da intolerância.

Eu é que estou certo!

Houve um tempo em que discordar de um amigo não era um problema tão serio, como é hoje. na realidade era até legal ter um amigo com gostos e opiniões diferentes da nossa. "eu sou flamengo, meu amigo é vasco". e assim termina a conversa. sem brigas, sem agressões. os 2 viam o mesmo jogo, juntos. não era problema discordar. mas infelizmente hoje a internet vem proporcionando verdadeiras batalhas épicas sobre a tão falada opinião. parece que ninguém mais pode discordar de ninguém que amizades são desfeitas, pessoas são excluídas dos amigos virtuais, indiretas sem fim na rede mundial de computadores permeiam os nossos olhos o que me faz pensar: "ainda existe amizade? ou a amizade é apenas virtual e não mais real?" "será que só posso ser amigo de quem compartilha da mesma opinião que eu"?





Intolerância pra que te quero.

Não é exclusividade da politica que surge a intolerância nas opiniões. em praticamente tudo. desde a escolha de um time de futebol, a um filme que você vai ver no cinema, ou a um conceito, uma ideologia, praticamente qualquer coisa que você pensar, vai existir alguém na internet que é contra a sua forma de pensar. até aí tudo bem, não é possível que todos concordem sobre tudo, porém a pessoa que não concorda que o filme que você foi ver no cinema é bom, vai fazer questão de dizer a você que o filme não presta e que você não deveria ter perdido o seu tempo vendo esse filme e se você não concordar com o que ela disser, é bem possível que ela pare de falar com você ou até mesmo lhe exclua da rede social. e se por acaso vocês se veem fora da rede, ela vai simplesmente lhe ignorar e mais uma amizade foi desfeita, simplesmente porque você gostou de um filme que ela não gostou, ou pior, porque votou em um candidato que a outra pessoa não votou, ou por qualquer outro motivo. quem tem mais de 22 anos lembra do tempo em que conseguíamos conviver com a opinião de todos a nossa volta, sem contudo ocasionar brigas. era fácil, não tinha problema nenhum seu amigo votar no candidato X, ou Y, sabíamos diferenciar a pessoa de suas opiniões. mas então o que acontece hoje? o mundo mudou? sim sem duvida, mas a culpa não é do mundo, é nossa. ou melhor dos filtros.

























As redes sociais são todas de filtros e não somente elas, toda a internet tem diversos filtros. esses filtros servem para que a informação seja direcionada para determinado público. a internet hoje é tão grande, que sem os filtros seria impossível você navegar e achar qualquer informação na rede de maneira rápida e eficiente. me lembro do tempo em que eu usava internet discada e que eu não conhecia o "google" e que para achar a informação eu simplesmente digitar na URL o que eu queria e torcia para achar o que desejava. não tenho duvidas de que o google ajudou muito a navegação, porém nos acostumou muito mal. o facebook, instagram, twitter, todos eles filtram as informação que vemos todos os dias. só vemos aquilo que nos é agradável, aquilo que gostamos de ler, ouvir, ver. e até neste ponto também não há nada de errado com isso, afinal de contas eu não vou entrar na internet para ver coisas que não são do meu interesse não é mesmo? é exatamente este o ponto. a nossa vida hoje é cercada apenas por reforço, em cima de reforço e mais reforço. um pouco aqui, um pouco ali. não faz muito tempo que tínhamos 5 canais de tv e SEMPRE conseguíamos achar alguma coisa legal para assistir, hoje temos 250 e dizemos "não há nada de interessante na tv". a nossa capacidade a frustração e ao contrário está minima hoje em dia. simplesmente não conseguimos mais lidar com o diferente, com o contrário. se o nosso smartfone demora 3,78890 de milésimos de centésimos de segundos para abrir o nosso App favorito isso já é motivo mais do que suficiente para entrarmos em frenesi e no dia seguinte ir a uma loja querer trocar de celular. um que abra o App 2,78890 mais rápido. não conseguimos mais esperar uma pagina ser carregada 3 segundos no pc.

não temos mais paciência com nada. e é neste ponto que o filtro se torna um problema, como só vemos o que queremos, estamos acostumados a ser reforçados o tempo inteiro, é uma geração do hedonismo. o prazer sem fim. mas não é assim que é a vida real. não existe apenas o SIM, existe também o NÃO. e precisamos voltar a conviver com ele. só no Brasil o índice de divórcios subiu mais de 160% em APENAS 10 anos. qualquer motivo é motivo para uma separação conjugal.



Geração perdida no Hedonismo!

Não creio que haverá mudança. não sou pessimista, mas realista. as pessoas não querem mudanças, a mudança requer esforço e se esforça dá trabalho, portanto ficar na mesmice é mais comodo. em Apocalipse capitulo 22 no versículo 11 diz: Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se. quem é intolerante e não quer mudar irá continuar na pratica da intolerância e quem não é intolerante vai continuar não sendo. enquanto valorizamos o prazer acima de tudo e não aprendermos a conviver em sociedade e que as suas diferenças existem e é isso o que torna a subjetividade possível, não vamos evoluir como pessoas e sociedade. se nada acontecer, chegará o dia em que criaremos 2 nações. uma para os coxinhas e outras para os petralhas. e quando dentro dos coxinhas surgir um desavença lá será criada uma nova nação de coxinhas, e assim teremos um pais com 200 milhões de habitantes onde teremos 200 milhões de países diferentes, um para cada habitante, então cada um de nós será o presidente da nossa nação, mas perai! que não é essa que só existe 1 habitante??? sim só haverá 1, porque ninguém mais concorda com ninguém. esse será o nosso futuro. estou ansioso pelo meu país, onde não há nada do que eu não goste, só haverá coisas que me agradam, só vejo o que os meus olhos querem, e se invadirem o meu território entrarei em guerra. ops acho que esse "meu país" já existe e ele se chama internet!!!!






By Arthur Silva de Souza

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Cultura Nerd ou Cultura Pop? Cultura da Maldição.

E se fosse verdade?


Muita gente gosta de falar de teorias de conspiração. desde alienígenas, governo, doenças, astros que morreram, mas não morreram e etc. mas uma coisa é fato. e se ALGUMAS dessas TEORIAS forem de fato verdadeiras e por serem absurdas acabarem caindo no descrédito? não estaríamos nos privando da verdade?



                 olha que legal uma piramide com olho no meio.


Desde que o mundo é mundo existe boatos, lendas, histórias. e como é algo inerentemente humano, essas histórias estão sob o aspecto da personalidade humana. e está como sabe-se é multiforme. pois bem. a teoria da conspiração surge no momento em que alguém quer revelar o que não era revelado, ou aquilo que estava escondido, ou mostrar o REAL as pessoas que não conseguem ver. percebam que a ideia não é de hoje. e sim de muito tempo atras. Platão com sua teoria de um mundo "superior", os judeus com suas lendas de Lilith. os teóricos acreditam no que falam e querem que você também veja o que só eles conseguem ver. mas a pergunta inicial persiste. e se??? e se de fato for assim? se realmente existir um povo inteligente alienígena?  e se de fato a nação dos estados unidos da américa for uma nação que foi fundada sob as bases da maçonaria? e se foi realmente Buddy Holly que pilotou aquele avião que o mataria poucos minutos depois? 


Maldição, 42 e a Bíblia.


Hoje estamos vivendo o tempo da cultura nerd. sim cultura nerd e não cultura pop. pois pop significa popular, seria um pleonasmo dizer cultura popular, popular. é como uma vez eu vi no anuncio do filmes vingadores para o telecine. dia tal The Avengers, os Vingadores. pra que isso? isso é a cultura nerd.


            o que há de errado com essas pessoas? é o Darth Vader de cinto gente!!!




Pois bem, em tempos de cultura nerd. aquilo que os nerds gostavam anos atras, hoje é popular. um uma das pessoas mais significativas para a cultura nerd é alguém chamado Douglas Adams. não me prenderei a biografia de Adams, e sim aquilo que ele mesmo fez questão de nunca esconder. o seu ateísmo. então Adams escreve um livro que é considerado a bíblia dos nerds. the hitchhiker's guide to the galaxy, que ao Brasil veio com o titulo de "o guia do mochileiro das galaxias". neste livro bem peculiar é apresentado o conceito da resposta para a pergunta fundamental da vida. e a resposta é 42. ateu como de fato era, Douglas Adams conhecia a bíblia dos cristão e judeus. e conhecia pois ele não era ateu, e sim um "revoltado om Deus" que se auto proclamava ateu. o ateu de verdade é inerte a Deus ou as coisas de Deus, o ateu de verdade não faz questão de dizer que não rer em Deus, pois ele é indiferente a Deus, pois não crê. eu sou ateu aos deuses indígenas, por exemplo, logo sou indiferente a tudo o que se relaciona com esses deuses. não fico falando a todos que eu não creio nos deuses indígenas. então, acontece que na bíblia existe um simbolismo para todos os números que aparecem no texto. e será mesmo que um ateu iria escolher um numero aleatório? é claro que não. ele escolheu o número 42 pelo seu simbolismo, que é maldição. o numero 42 na bíblia simboliza maldição. logo toda a cultura nerd, está pautada sob maldição.


 

            "poxa mãe, deixa eu levar uma toalha pra escola..."



Sim isso é mais um teoria da conspiração? sim é. mas e se? e se for verdade e se alguém amaldiçoou uma geração inteira? com simples gestos? parem por um minuto e observem vocês mesmos? como vocês falam. "este seriado tem um easter egg sensacional", "já viu o plot twist daquele filme que acabou de estreiar?" "você acha  que devemos ir"? !whatever" "esse diretor é over", só alguns exemplos de frases que usamos diariamente. e se você não reconhece nenhuma das frases ou não usa. meus parabéns. no entanto é comum os adeptos usarem termos em inglês no meio de uma frase em português, fazendo uma amalgama de línguas, e torna a linguagem difícil por quem não entende o linguajar. já imaginou alguém chegar e falar pra você: "você viu aquele ovo de pascoa no filme" resposta: na verdade eu não vi não o filme não era sobre pascoa e sim sobre futebol. pois foi EXATAMENTE isso que o nerd disse. se ele tivesse tido : "você reparou naquele cena que faz referencia ao primeiro filme" a pessoa até poderia não ter reparado na cena, mas sem duvida iria entender a mensagem. isso é linguagem. se fazer entender por todos os que partilham da MESMA linguagem. mas porque eles falam assim? querem ser diferentes? se sentem diferentes?




              "hoje eu sou ela!" afinal quem é ela mesmo?

Erik Erikson já falava sobre isso em seu estudo sobre adolescência. o adolescente por não ter uma identidade ainda, busca no exterior uma identidade. logo o comportamento dos nerd é pura imitação. deste ponto de vista, não é errado afirmar que os nerd ainda estão na adolescência. sua recusa em aceitar que ainda estão na adolescência é mais um indicio dessa "revolta adolescente". muitos dos ícones da cultura nerd falam dessa forma e logo seus discípulos que buscam sua identidade iram falar também da mesma forma. algo natural. o casal adquire comportamentos do parceiro pela convivência. o problema está em "copiar" algo tem uma origem tão forte como a maldição. e o pior, para disfarçar, usam o termo cultura pop. para mascarar o termo correto "cultura nerd". Erickson considera a adolescência como a fase mais crítica do ciclo vital. achou familiar a frase? será que não é isso que vemos todos os dias na internet? critica sobre tudo, opinião sobre tudo? todo mundo defendendo sua ideias. ou será que são mesmo SUAS ideias? sou professor e o que observo em sala de aula é que quando se pede aos alunos para falarem sobre ALGO parece que ninguém sabe dizer nada sobre nada, e quanto mais novos forem, menos sabem. mas se a mesma pergunta for lançada na internet, todo mundo tem algo para falar. o anonimato motiva as pessoas a se expressar, ou pior a reproduzir





               duvido alguém passar um dia sem celular!!!




sem pensar o que ouviu em outro lugar e não ponderar sobre o que diz. se é verdade ou não a teoria da maldição do 42 na cultura nerd, isso não importa, na realidade o foco aqui não é esse e sim propor a reflexão de que mundo estamos criando. mesmo que Douglas Adams não tenha escolhido de maneira proposital o numero e ainda que a bíblia esteja errada, será que a forma como a sociedade caminha esta satisfatório? será que é este o mundo que você quer deixar para seus filhos? será que é este o mundo que você quer viver. será que precisamos nos alienar a nossa cultura e absorver a cultura alheia? será que não consigo pensar por si só? será que não é possível deixar de seguir a multidão e ser diferente. mas ser diferente de verdade, pois até ser diferente está na moda. onde será que vai parar a nossa subjetividade? são perguntas que precisamos responder, se quisermos ter saúde psíquica no futuro, ou no presente.






By Arthur Silva de Souza



domingo, 17 de janeiro de 2016

Serendipity

Quando criança minha mãe colecionava diversos livros de estórias. em sua maioria românticas, não me lembro mais do nome dos livros, mas sei (ou acho que sei) que faziam sucesso na década de 80, ou talvez até de antes, já que o "paz e amor", é da década anterior. bem, me lembro de ficar folheando esses livros e não entender muita coisa. afinal era criança. quando cresci um pouco tentei até ler um desses livros, mas não entendi muita coisa e logo abandonei. mas tem uma história/desabafo que eu li e nunca esqueci. parece um misto de desabafo com reflexão. eis o relato abaixo da forma como me lembro.


"Somos feitos de escolhas. desde o nascimento escolhas fazem parte de nossa vida. nossos pais escolheram nos ter. escolheram o hospital em que nascemos, escolheram o berço, escolheram a escola. escolheram nos amar, ou não. a medida que crescemos nos deparamos com escolhas que nos mesmo teremos que fazer e é aí que a vida começa a ficar interessante. escolher não é fácil. nunca sabemos se a escolha que estamos fazendo é a correta. não há como voltar atrás, não há segunda chance. e se escolhermos errado? quando atingimos 12 anos, começa a puberdade, e com ela o sentimento pelo sexo oposto. e são essas as escolham que mais nos afetam, que mais machuca, que dói, que faz você querer desaparecer do mundo. são essas escolhas que fazem você querer inventar a máquina do tempo, para mudar o seu destino. mas afinal, existe o destino? será que nossa vida já está predefinida, não podemos fazer nada? os gregos chamam Moiras ao Destino. e na mitologia grega nem os deuses podiam escapar ao destino. se nem os deuses conseguem escapar, o que dirá de nos, reles humanos. muitas não se importam, muitas não ligam para as escolhas que fazem. simplesmente nem pensam no assunto, nem pensam nas consequências de cada uma de suas ações. mas há aqueles que isso importa muito, o peso de cada escolha é tremendo. decidir um futuro, uma vida. a aqueles que sentem como ninguém cada uma de suas ações. com quem ficar? com quem perder sua virgindade? com quem casar? com quem ter filhos? ela é a certa para mim? eu sou o certo para ela? ela vai me fazer feliz? eu vou fazer ela feliz? eu a amo? ela me ama? e se não amar? como voltar atras? como voltar no tempo? como não sofrer? como não se importar? são respostas que eu não tenho. sempre acreditei que sabia tudo. mas a verdade é que não sei. sempre achei que era diferente. mas não sou. meus medos são os medos universais. os medos que todos tem. um coração apaixonado, preso a uma máscara de fortaleza, onde quem olha acha que vê confiança, alguém que não se abate com nada, que tem resposta pra tudo. não é isso que sempre disseram? "você tem resposta pra tudo". na realidade não tenho. não tenho respostas para as perguntas que mais me assolam, não sei como agir... se soubesse evitaria todo o sofrimento que EU mesmo causei a mim mesmo, com minhas escolhas erradas. ninguém decidiu por mim. sou totalmente responsável por cada uma de minhas escolhas. quão saudade tenho dos 12 anos. a idade de meu personagem, da personagem com a qual me identifiquei, Peter Pan. ele não cresce, está no auge. eu estava no auge! mas tive que crescer. não consegui manter o suprassumo de minha inteligencia. alguns podem dizer "Síndrome de Peter Pan", talvez! talvez não. talvez melanos kolos. ou como diria Sir. Arthur Conan Doyle ao escrever sobre Sherlock Holmes "quando todas as soluções forem descartadas como possíveis, a resposta correta é a mais obvia." talvez seja o mais obvio. simplesmente um romântico inveterado." 

14 de Novembro de 1997 ás 17:35 em uma tarde com chuva fraca de uma sexta feira



By Arthur Silva de Souza