Quando eu ouço a expressão modismo, invariavelmente eu lembro da palavra mundo. não o mundo se referindo ao cosmos, planeta em si. mas sim ao sistema do mundo, ou sistema mundano. não confunda o que quero dizer com sistema mundano o mesmo termo que a igreja pentecostal usa (muito embora eu mesmo me considere um cristão pentecostal). me refiro a maneira como as pessoas costumam se comportar e tudo aquilo que foge desse "padrão", pode ser considerado fora da moda. pois bem. o modismo é algo que está na moda. não consegui resistir a oportunidade de ser redundante. a propaganda, o marketing, a mídia (isso inclui a internet), são potencias mantenedores e criadores do modismo. em uma pesquisa breve na internet usando um dicionário informal a palavra modismo está associada a um consumo tendencioso e igualitário e é exatamente este modismo que me refiro. a um consumo baseado na moda e não no próprio desejo de consumo de determinado produto ou serviço. Arthur te incomoda as pessoas seguirem modismo? a negação me incomoda. se eu torço para um time de futebol e esse time perde não é o fato do meu time está na moda ou não que irei deixar de torcer para o mesmo. logo se eu só torço quando o time ganha, fica claro que estou seguindo um modismo. se eu sigo a moda que mal há em admitir isso? afinal a maioria segue, caso contrário não seria moda. então porque as pessoas não querem admitir que são da "modinha", que são "influenciáveis"? porque ficam irritadas quando são confrontadas com o fato de serem chamadas de "maria vai com as outras". será que é porque não querem associar a sua imagem a uma pessoa sem opinião própria? será porque essas pessoas têm medo de ser chamadas de "burras", "idiotas" "sem carácter". aaaahhhhh a vaidade, sempre ela, impedindo as pessoas de terem insights sobre si mesmas. não há nada de errado em admitir que você comprou aquela marca de shampoo só porque viu em um comercial da sua novela preferida. não vejo problema algum em reconhecer que vou ao cinema ver o filme que "o mundo todo está vendo". qual o problema nisso? a opinião das pessoas? elas são tão importantes assim para a pessoas ter vergonha de assumir suas preferencias? ou melhor a falta de preferencia e seguir o que todo mundo segue? em nossa sociedade somos levadas a esse consumo igualitário. a tal da globalização. todos de celulares inteligentes com telas de toque. onde estão os celulares com botões? não vendem mais porque não é mais tendencia! O mainstream (corrente principal) está dominando. o pensamento da massa, da maioria. filmes são feitos com esse pensamento. de agradar a maioria de público possível. então eu não posso gostar de nada que alguém goste? estou perdido então. de maneira alguma. a questão não é ter o mesmo gosto de alguém e sim gostar de algo sem saber o porquê disso. gostar apenas porque todo mundo está gostando. ver o filme porque todo mundo está vendo. fazer algo sem convicção não é lá muito inteligente isso você deve ter que admitir. comprar um chocolate e dizer que ele é bom apenas baseado na experiencia alheia é estranho (foi o melhor eufemismo que achei). me coloco até com um exemplo. fiz minha conta no facebook em 2009 quando o facebook nem era conhecido no Brasil, poucas pessoas tinha uma conta no facebook. meus amigos só queria saber de orkut e eu querendo usar outras ferramentas como o twitter e o facebook. fiz até um trabalho cientifico sobre o assunto e até o final de 2011 o orkut e o MSN ainda era o lider em redes sociais em um escola do ensino médio em Manaus. mesmo o facebook tendo um crescimento bastante grande neste mesmo ano. a rede atingiu a "liderança" da rede social mais usada ainda em 2011, curiosamente logo após o filme "a rede social" que conta a história do facebook e seu criado. o que pouca gente sabe é que a diferença entre a criação do facebook e do orkut é de apenas alguns dias. então porque só agora o facebook é a febre que é no Brasil???? advinha? sim, modismo. não que o Brasileiro seja o único a seguir modismo. isso é mundial. o modismo me preocupa, não as pessoas que seguem ele, o modismo em si. tenho medo de não fazerem mais bons filmes por causa da maioria que quer sempre vê a mesma coisa. bons seriados.
gosto do novo, do diferente. gosto da diversidade, acho que faz bem a diversidade e não sermos obrigados a apenas um único e exclusivo entretenimento. não quero ser mal compreendido e gosto de coisas que a maioria também gosta, porém tenho minhas próprias razões para tal. não fui ver de volta para o futuro por ser um sucesso, de fato comprei o box com todos os filmes, porque quando era criança vi o filme, como vejo qualquer outro e gostei. não jogo Fifa no videogame porque muita gente joga e sim porque no passado quando todo mundo jogava Winning Eleven e eu também jogava e também joguei Fifa e gostei, então tenho meus próprios motivos para gostar do que gosto. não fiz isso ou aquilo porque vi em algum lugar, ou porque quero pertencer ao grupo. então, hoje quase todo mundo tem um facebook e quase todo mundo usa um facebook, porém temos outras redes sociais. já pensou se só existisse o facebook. mesmo ele sendo 50% da internet de muita gente, seria um caos total ter apenas ele. talvez o meu desprendimento com esses assuntos assuste algumas pessoas, ou até mesmo deixe algumas com raiva "quem é ele pra falar de modismo e moda". de qualquer maneira a proposta deste blog é expor minhas ideias da melhor maneira possível enão apenas um post no facebook, ou os 140 caracteres do twitter. não quero fama, nem acessos, nem nada disso. se ninguém lê o que eu escrevo também não importa, não me preocupa isso. quero escrever, me sinto bem escrevendo e registrando minhas opiniões. A 4° Game of Thrones está para começar, e nas próximas semanas será a mesma coisa que ano passado. uma enxurrada de noticias em todo lugar de o quanto GOT é bom, bateu records disso e daquilo e toda uma rede faturando em cima disso. blogs, portais, revistas, etc. e quando a mim, minha vida vai continuar como sempre, fazendo o que me dá na telha, não deixo ninguém dizer o que é bom ou ruim para mim. me desculpe sou adulto e não criança, sei tomar minhas próprias decisões e fazer minhas próprias escolhas.
Arthur Silva de Souza
