segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Realmente queremos direitos iguais?

Se fala muito em igualdade hoje em dia. a busca dos direitos iguais. a luta pelos seus direitos. parece bonito na teoria, mas na pratica queremos isso? bem DIREITO é a faculdade de praticar um ato, de possuir, de usar, exigir ou dispor de alguma coisa e IGUAL é semelhante, da mesma natureza, quantidade e qualidade. vejamos bem, então direitos iguais significa dizer que TODOS devem ter o direito de possuir a mesma coisa na mesma quantidade. significa que se eu sou branco, devo ter as mesma "oportunidades" dos negros correto? ou vice-versa. bem parece que é isso, porém isso vai muito mais além. direito iguais é algo que combina mais com o COMUNismo. e não com o capitalismo. negros buscam direitos iguais, mulheres buscam direitos iguais, homossexuais buscam direitos iguais. mas volto a perguntar. queremos direitos iguais? bem, se você for casado com uma mulher rica, eu também quero ser casado com ela, afinal de contas os direitos são iguais, se você tem direito de estar casado com ela, eu também tenho. 


Se o Eike Batista tem uma ferrari, eu também quero minha ferrari, afinal os direitos são iguais. se as mulheres engravidam, os homens também tem que engravidar, afinal os direitos são iguais. se os homens tem apenas uma semana de licença maternidade as mulheres também só podem ter uma semana, afinal as mulheres por acaso pensam que são melhores que os homens? claro que não. os direitos são iguais. se uma pessoa qualquer roubar o meu celular, eu também posso roubar o celular de uma pessoa qualquer, afinal de contas os direitos são iguais. alguém pode até dá um pulo e dizer que roubar não é um direito, porém se alguém criou uma lei que me proíbe de roubar, eu também tenho o direito de criar uma lei que me permite roubar, ou será que o jurista é melhor do que eu e tem privilégios de direitos? claro que não, os direitos são iguais. as pessoas não são iguais, não tem vidas iguais, as pessoas são diferentes, tem vidas diferentes, necessidades diferentes, gostos diferentes. antes de pedir direitos iguais, pensem em como seria a vida se todos tivessem os mesmo direitos? não estou levantando o estandarte da ditadura e sim a bandeira do bom senso.


Arthur Silva de Souza

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Reforçar comportamentos errados? sim no Brasil isso é real.

O conceito de reforço vem de um campo teórico da psicologia chamada de behaviorismo ou behavior que vem no inglês "comportamento" ou comportamentalismo. os chamados assim analistas do comportamento queria uma psicologia mais aplicada ao cotidiano, uma psicologia mais pratica. que lida-se com o dia a dia do sujeito e de alguma maneira criasse mecanismos para modificar comportamentos disfuncionais (errados ou ditos como errados). pois bem B. F. Skinner foi o fundador de uma das filosofias que embasam a analise experimental do comportamento.

A unidade básica para se estudar um comportamento, é a tríplice contingência representada por S --------> R -----------> C.
estimulo resposta consequência.

O que isso quer dizer? resumindo. todo comportamento que for reforçado (premiado) tende se se manter, ou seja, repetir, surgir novamente. por exemplo: "aperto o botão power do controle remoto da Tv e sou "premiado" "reforçado" com a imagem da Tv. então, logo, o meu comportamento de ligar a Tv será reforçado, uma vez que sempre que aperto o botão power a tv liga, então vou continuar a aperta o botão power todo vez que quiser ver tv. parece bobo falando desta forma, mas é assim mesmo. ligamos para a namorada por que somos premiados com a voz dela do outro lado da linha, enfim nosso comportamento é reforçado e logo tende a se repetir. Agora a pergunta de um milhão de dólares. Se comportamentos errados, perigosos, forem reforçados? se forem premiados? até estes comportamentos tendem a se repetir também? mesmo sabendo que é errado? a resposta é um sonoro SIM. se alguém for reforçado a roubar a tendencia do comportamento de roubar será cada vez mais frequente. se alguém for reforçado a ser desonesto a frequência desse comportamento também será repetido, mesmo que as leis, fatores morais, éticos, digam o contrário. A questão é A PESSOA FOI REFORÇADA e se foi reforçada seu comportamento tende a se manter mediante o reforço que recebe. E isso no Brasil é uma realidade absurda. No Brasil os comportamentos reforçados são os da desordem, da desonestidade, da malandragem, da bandidagem, da patifaria, da safadeza, da malandrice. enquanto comportamentos antônimos a estes são punidos, ou seja, não há reforço e sim "castigo". logo no Brasil vemos uma inversão de valores. o certo é errado e o errado é certo. devolver o troco a mais é "errado" é ser "besta", "leso", "idiota", "otário", parar no sinal vermelho, seguir as leis, não usar a impressora do trabalho para imprimir trabalhos pessoais, não usar a internet veloz do trabalho para baixar filmes, etc. fazer o gato da Tv a cabo, tudo isso que é errado e NÃO DEVE ser feito, e no Brasil é reforçado, estimulado, até recomendado a ser feito. enquanto o contrário é desestimulado. "respeitar as sinalizações de transito???" "dar passagem"?? "devolver o troco a mais"??? pra que??? devolver o celular que eu achei no chão??? "achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado". quem nunca ouviu essa frase????? então. tão comum não é mesmo. mas se pararmos para analisar. você gostaria que alguém devolvesse o seu celular se você perdesse? ou melhor se fosse fosse o dono de uma padaria você gostaria que seus clientes devolvessem o dinheiro se recebesse troco a mais? ou então você que perdeu um ente querido em um acidente de carro por que o motorista atravessou o sinal vermelho, gostaria que todos respeitassem as leis de transito? então... aí é que a coisa aperta. somos egoístas demais queremos os direitos mas não os deveres. queremos que a lei se aplique

a todos menos a nós. afinal de contas esse celular com android que eu achei vai "morrer de colar", essa grana a mais que o caixa da padaria me deu já vai dar pra comprar o pão da semana toda. e com isso a vida segue e o Brasil nunca muda e nunca vai mudar. por que na realidade os comportamentos adequados, certos não são reforçados. e mesmo que ainda seja punido com meus comportamentos "certinhos", descobri uma forma de me auto-reforçar para que não caia nessa armadilha de entrar no chamado "jeitinho brasileiro", esse reforço de chama INTEGRIDADE.


Arthur Silva de Souza

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Troll? ser ou não ser, eis a questão.

O que é um Troll? bem o termo vem de muito tempo. Os Trolls são criaturas originadas dos mitos e lendas nórdicas, e que se tornaram parte do folclore da Escandinávia e norte da Europa. porém hoje, o ser mitológico se tornou uma gíria da internet para designar uma pessoa cujo objetivo na internet é "brincar" desestabilizar emocionalmente, enfurecer e provocar as pessoas na internet. Existem Trolls de todos os tipos, desde os mais estúpidos que não economizam nos palavrões, até os mais aptos intelectualmente. Eles se divertem com a reação indignada de outras pessoas e sentem prazer em saber que causaram polêmica. Em alguns casos, as pessoas envolvidas perdem a paciência e chegam a se envolver em agressões pessoais. geralmente são intelectualmente inferiores aos demais membros. Mas afinal, o que faz alguém se comportar desta forma? complexo de inferioridade? rejeição? solidão? necessidade de auto afirmação? ideologia? fanatismo? como psicologo aprendi que NADA é por acaso, sempre existe um motivo, uma razão, para todo e qualquer comportamento humano, mesmo que não se saiba disso de imediato. então? bem segundo a própria mitologia os Trolls são criaturas "feias", grotescas, que vivem em cavernas e que não podem ser expostos ao sol caso contrário serão transformados em pedras. bem isso já diz muito sobre o porquê da escolha do nome deste ser para designar pessoas que se comportam assim na rede. Jung fala sobre os Arquétipos e o inconsciente coletivo que segundo ele cada um independente da cultura carrega de maneira universal. seria então "O Troll" este ser que vive em cavernas, ou seja em um lugar escuro, úmido e escondido. um lugar onde não pode ser a moradia de pessoas "normais"? seria então "O Troll" este ser que não pode ser exposto ao sol, pois sua verdadeira aparência grotesca seria manifesta e por tanto a natureza tratou de transforma-lo em pedra para que ninguém tivesse o desprazer de conviver com este ser? Seria então necessário "O Troll" desafiar os humanos (que são os normais), prejudicar os humanos, ameaça-los para que com isso não se sinta tão inferior aos demais? seria então preciso "O Troll" "Trollar" roubar a alma (do grego psique, que coincidência hein??? será??) como no mito nórdico de Esbern para que com isso tivesse um pouco de prazer e satisfação na vida? bem parece que "O Troll" está mais para vitima do que para agressor. Vitima de si mesmo, de sua incapacidade de se aceitar como é, de reconhecer suas limitações e "aparência" e aprender a conviver com isso sem que para isso ele precise ou sinta a necessidade de ofender, xingar, provocar a ira de outrem para se sentir realizado ou para simplesmente ter prazer. Se você que está lendo se considerava um "Troll" não se preocupe nem tudo está perdido. procure ajuda psicológica especializada e se trate. E você que É um "Troll" de verdade e acha que este texto é um "LIXO" procure com mais urgência ainda um psicologo. E para você que foi ou é alvo de algum "Troll" lembre-se "Trolls" vivem em cavernas, portanto, ignore pois quem vive em caverna não vê a realidade como já dizia Platão.


Arthur Silva de Souza

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tv aberta, Tv por Assinatura, Internet, Livros e a manipulação do pensamento coletivo.

Por Arthur Silva de Souza

Por bastante tempo me diverti muito com a tv aberta, mas depois de um tempo eu já não conseguia achar uma programação que valesse a pena ver na tv aberta. pronto vou pra tv por assinatura e novamente me diverti bastante mas logo logo passando mais um tempo, a mesma sensação. bem vou pra internet afinal, já que lá pelo menos há interatividade e o crivo de conteúdo é bem melhor. e por mais um tempo a diversão e entretenimento era fascinante, sites de humor, videos, enquetes, matérias e mais matérias, enfim. o mesmo sentimento de insatisfação. então percebi que assim como destruíram a tv aberta, a tv por assinatura, tbm destruíram a internet. o que resta são fragmentos de ambos. o que me resta é "tentar" aproveitar o que ainda restou de bom de cada um. ou melhor, talvez eu deva voltar para onde eu comecei. LIVROS. parece que permaneceram intocáveis em meio a essas mudanças. mesmo o pior dos livros, te ensina algo, te edifica de alguma forma, ler faz vc ter diferentes visões do mesmo tema, muita gente fala sobre isso Piérre Lévy é um deles. então é isso... aproveitar o melhor de cada recurso sem coloca-lo em um pedestal e  achar que um é melhor que o outro, ou que um é a revolução e outro é o passado. as vezes tenho a sensação de que quanto mais "avançamos" mais andamos para traz, paradoxo? talvez. ou apenas nossa realidade distorcida pela nossa própria percepção equivocada, basta lembrar que ficamos quase 1500 acreditando em Aristóteles, até que Copérnico provou que Aristóteles estava errado. a mídia está aí para vender e é apenas isso. nada mais. esqueçam, a própria internet já se rendeu aos moldes do capitalismo. comercial nos videos do youtube? spam? pop-ups? propagandas nas redes sociais em seu próprio perfil sem sua autorização? é isso mesmo. o dinheiro manda e a ignorância agradece e os livros, aaahhh os livros, cada vez menos lidos. mas isso não deixou o povo menos critico. pelo contrário parece que com as redes sociais, a população está mais critica. será mesmo? ou será que na verdade várias informações são repassadas sem nem sequer chegar a fonte, ver se é verdade. melhor seria desenvolver seu PRÓPRIO pensamento "acerca de" do que seguir modismos da internet. critica infundada, sem boa argumentação, sem "leitura" do assunto, não passa de "discordância". discordar de algo sem ao menos conhecer do que se discorda, é o mesmo que dizer que um refrigerante é ruim só porque todo mundo diz que é ruim, mas mesmo assim a pessoa não prova o tal refrigerante mas ainda assim diz que é ruim. se Sócrates vivesse em nossa época, teria 2 perfis no facebook, um para postar e outro para questionar o próprio post, afim de dar exemplo do "só sei que nada sei" porque hoje estamos na era do "só sei que tudo sei".

sábado, 30 de março de 2013

O TERMO JEOVÁ NA BÍBLIA SAGRADA




Comissão de Tradução, Revisão e Consulta da Sociedade Bíblica do Brasil.

Ninguém sabe, ao certo, como se pronuncia YHVH, o tetragrama, designação das quatro consoantes que compõem o nome do Deus de Israel. É que em algum tempo antes da era cristã, para não sujarem com lábios humanos o nome do seu Deus, os israelitas deixaram de pronunciá-lo, e assim as vogais desse nome foram esquecidas. Por ocasião da leitura pública dos rolos nas sinagogas, ao chegar ao nome YHVH, uma nota marginal dizia: "Está escrito, mas não se lê." E ali mesmo era indicada a palavra que deveria ser lida: "Leia-se ADONAY".

O texto pré-massorético do Antigo Testamento só tinha consoantes; as vogais eram transmitidas através dos séculos pela tradição. Só no sexto ou sétimo século dC. é que os massoretas colocaram vogais no texto hebraico. A palavra YHVH, então, era escrita com as vogais do título ADONAY, e a palavra ADONAY era falada quando ocorria YHVH.

Acontece, também, que em algumas passagens do Antigo Testamento o título ADONAY (Senhor) vem seguido do tetragrama YHVH, que nesse caso é pontuado com as vogais de ELOHIM (Deus), resultando na forma JEHOVIH (JEOVI), como, por exemplo, em #Sl 73.28 Is 50.4 Ez 3.11,27 Zc 9.14. Ou resultando na forma YEHVIH (JEVI), que ocorre, por exemplo, em #Is 25.8 Jr 2.22 Am 1.8 Ob 1.1 Mq 1.1 Sf 1.7.

E em vinte e cinco passagens ocorre uma quarta forma de se expressar o nome do Deus de Israel, e isso por meio do monossílabo YAH (JÁ), que é a primeira sílaba de YAHVEH (JAVÉ).

A Petrus Galatinus (mais ou menos 1520 dC.) atribui-se a fusão, pela primeira vez, das consoantes YHVH com as vogais de ADONAY. Koehler-Baumgartner fala de 1200 dC. Dessa fusão surgiu um nome híbrido: YeHoVaH (Jeová). Esse não é, portanto, o nome do Deus de Israel. O Jerome Biblical Commentary chama "Jeová" de um "não-nome" (77.11), e o Interpreter’s Dictionary of the Bible o chama de "nome artificial" (s. v. Jehovah). O Lexicon in Veteris Testamenti Libros, de Koehler-Baumgartner (s. v. YHVH), chama a grafia "Jeová" de "errada" e defende como "correta e original" a pronúncia "Yahveh".

Alguém poderia perguntar por que a primeira vogal de ADONAY, um "A," se tornou um "E." É que a palavra ADONAY começa com uma gutural, um álefe, e sob gutural uma vogal esvaída deve ser um shevá composto. Ao se colocar essa mesma vogal esvaída sob uma consoante não-gutural, ela passa a ser um shevá simples, que se representa na transliteração por um "e" suspenso. No caso, sob o iode (Y) coloca-se a vogal "e": "Ye".

No Antigo Testamento traduzido por João Ferreira de Almeida e publicado em dois volumes quase sessenta anos após sua morte (1748 e 1753), é empregada a forma JEHOVAH onde no texto hebraico aparece YHVH. Almeida fez isso baseado na tradução espanhola feita por Reina-Valera (1602). Na Almeida conhecida como Revista e Corrigida (RC), lançada em 1898 e que ainda hoje é usada, a comissão revisora substituiu JEHOVAH por "Senhor" nas passagens em que esse nome ocorre, menos naquelas em que está junto com ADONAY (Senhor), e em algumas poucas passagens esparsas. Nessas ocorrências a RC conservou JEHOVAH. Veja-se, por exemplo, #Is 61.1: "O Espírito do Senhor (ADONAY) JEOVÁ está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu" (RC). Este último SENHOR também é, no texto hebraico, YHVH.

O costume de usar "SENHOR" para indicar YHVH começou com a Septuaginta, a primeira tradução do Antigo Testamento, a qual foi feita entre 285 e 150 aC. O texto hebraico foi traduzido em Alexandria para a língua grega. Nesse texto os tradutores da Septuaginta reduziram a escrito uma tradição oral das sinagogas, onde geralmente se lia "ADONAY" (Senhor) toda vez que ocorria o nome YHVH. Essa foi a Bíblia de Jesus, dos apóstolos e da Igreja Primitiva.

Seguindo o costume que começou com a Septuaginta, a grande maioria das Bíblias emprega o título "SENHOR" (com maiúsculas) como correspondente de JAVÉ (YHVH). O título "Senhor" (com minúsculas) é tradução da palavra ADON, que em hebraico quer dizer "senhor" ou "dono." No Novo Testamento "Senhor" traduz a palavra grega KURIOS, que quer dizer "senhor" ou "dono".

Jesus não usou o termo "Jeová." Por exemplo, citando o Antigo Testamento em #Dt 6.13, em que aparece YHVH, ele disse: "Ao Senhor (Kurios) adorarás." {#Mt 4.10} Tiago não fala de "Jeová." Discursando em Jerusalém {#At 15.17} ele disse: "o Senhor, que faz todas estas coisas," e isso é citação de #Am 9.12, que tem YHVH como sujeito da ação. Paulo também não usa "Jeová": em #Rm 4.8, ele escreveu "Senhor," citando #Sl 32.2, que tem YHVH.

São duas as razões que levaram os eruditos bíblicos a usarem a forma "Javé" como a mais provável para designar, em português, o nome do Deus de Israel (YHVH). A primeira é de ordem gramatical e a outra, de ordem documentária.

Primeiro, a de ordem gramatical. De acordo com #Êx 3.14, Deus se apresentou a Israel como AQUELE QUE É, o Deus absoluto e imutável. A forma Javé (Yahveh, em hebraico), corresponde ao verbo ‘ehyeh, repetido em #Êx 3.14: EU SOU QUEM SOU (BLHoje). O verbo está no imperfeito, que em hebraico, por ser um verbo lâmede-he, termina com a vogal e. O verbo "ser" aqui é hayah (com iode), que em sua forma arcaica era havah (com vave). A Bíblia de Jerusalém em português transliterou esse nome de Deus e o grafou assim: Iahweh. Em inglês, a BJ traz Yahweh, cujo h médio os americanos pronunciam com ligeira aspiração. Essa última forma é comum na literatura bíblico-teológica em inglês. Observe-se que em #Êx 3.14 o verbo está grafado ‘ehyeh, sendo que a vírgula suspensa significa que em hebraico há ali uma letra álefe, que indica a primeira pessoa: EU SOU. Já o iode inicial indica terceira pessoa: AQUELE QUE É (Yahweh).

Um fato que indica ser a a vogal da primeira sílaba de YHVH é a forma abreviada desse nome, que é grafada Yah (Já). Essa abreviação de YHVH ocorre vinte e cinco vezes no Antigo Testamento. A American Standard Version (1901), matriz da Versão Brasileira, nessas passagens põe "Jehovah" no texto, mas na margem há nota, assim: "hebraico: Jah." Ver, por exemplo, #Êx 15.2 e #Sl 104.35. Nessa última passagem aparece a frase cúltica "Hallelu-Yah" (Aleluia). Ver também a nota da Bíblia de Estudo de Almeida nessas duas passagens.

Como é que Yahweh se tornou Javé em português? Primeiro, o iode (Y) inicial hebraico dá j em português (como em Yoseph - José). Segundo, o h inicial e final caem porque não soam em português. Terceiro, o w passa a ser v, que é como transliteramos em português a letra vave. E aí temos Javé.

Agora a razão de ordem documentária. Teodoreto, pai da Igreja, da escola de Antioquia, falecido em 457 dC., afirma que os samaritanos, que tinham o Pentateuco em comum com os judeus como Escritura Sagrada, pronunciavam o nome de Deus assim: Iabé (trocando o v pelo b). Clemente, da escola de Alexandria, falecido antes de 216 dC., transliterava "a palavra de quatro letras" por Iaoué. Também os papiros mágicos egípcios, que são do final do terceiro século dC., dão como corrente a pronúncia acima referida, a de Teodoreto.

Finalmente, convém notar que em duas traduções modernas da Bíblia está correta a vocalização de YHVH. Uma delas é a Bíblia de Jerusalém, que traz Yahweh (inglês e português), Yahvé (francês), Yahvéh (espanhol) e Jahwe (alemão).

A Bíblia da LEB (Edições Loyola, 1989) usa o nome "Javé" como transliteração de YHVH. Em #Gn 2.1 parte da nota explicativa diz: "Aqui aparece pela primeira vez o sacrossanto Nome de JAVÉ (YHWH), cujo sentido na tradição bíblica é "AQUELE-QUE-É." (...) Hoje o Tetragrama Sagrado, que se pronuncia em hebreu Yahweh, está devidamente implantado na língua portuguesa em sua forma correta, que é JAVÉ." E acrescentamos, forma dicionarizada: ver o Dicionário Aurélio e o Dicionário Michaelis, s. v. JAVÉ.

Qual é a melhor tradução da Bíblia?




Com o lançamento de novas traduções, muitas pessoas têm ansiosamente perguntado: "Qual é a melhor tradução da Bíblia?"

Não abordarei aqui todas as traduções da Bíblia publicadas no Brasil. Falarei daquelas que são propriedade da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Neste catálogo, encontram-se os mais diversos formatos de Escrituras, que usam tais traduções. A SBB possui e publica duas traduções da Bíblia: a de João Ferreira de Almeida e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH).

A tradução de Almeida, como resultado de várias revisões, é publicada pela SBB em três versões: Revista e Corrigida (DO), Revista e Corrigida-Edição de 1995 (RC) e Revista e Atualizada-2a. Edição (RA).

 (a) A DO é a Almeida mais antiga. Lançada em 1898, recebeu revisões ortográficas no século XX, mas basicamente manteve o texto inalterado.
 (b) A RC é uma revisão da DO. A partir do texto hebraico, identificou-se mais claramente o nome de Deus no AT e dividiu-se o texto em parágrafos; além disso, acertou-se a pontuação e atualizou-se, onde necessário, a terminologia.
 (c) A RA, publicada em 1993, é a revisão da versão que foi lançada em 1959. Comparada à DO e RC, a RA se distingue por ter como base textos originais (hebraico, aramaico e grego) mais atualizados, embora essencialmente não diferentes dos da DO e RC. Por outro lado, a RA traz um texto mais afinado com o português erudito falado no Brasil. No entanto, a característica fundamental da tradução de Almeida, em suas várias versões, é a de seguir o princípio de equivalência formal. Esse princípio leva a traduzir o texto não só buscando que o mesmo seja a representação fiel do sentido dos originais, mas também conservando, o máximo possível, as características gramaticais, a estrutura de cláusulas e frases, e a consistência na tradução dos termos das línguas originais.

Já a TLH é o resultado de um importante projeto de tradução da SBB. Vendo a necessidade de uma tradução mais simples, conforme o modo de falar da maioria dos brasileiros, a SBB iniciou uma nova tradução. O NT foi lançado em 1973, e a Bíblia completa, em 1988.

No final de 2000, a SBB lançou uma revisão completa da TLH como Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH). A NTLH segue o princípio de equivalência funcional, semântica, ou dinâmica. Este princípio leva a traduzir os textos originais com absoluta fidelidade, bem como a comunicar, do modo mais natural, a mesma idéia dos originais em linguagem contemporânea, obedecendo às normas gramaticais e à estrutura do Português.

Mas qual é a melhor tradução? A fidelidade aos originais é fundamental para uma boa tradução. Todas as traduções, ou versões, publicadas e distribuídas pela SBB são fiéis aos originais. Elas se distinguem no seguinte:
 (a) Na linguagem: a linguagem das Almeidas é mais erudita e, às vezes, até arcaica; já a linguagem da NTLH é mais simples e atual.
 (b) No princípio de tradução: as Almeidas são mais literais e formais; já a NTLH expressa o sentido conforme o modo de falar da maioria das pessoas. Há pessoas que preferem a linguagem erudita e formal; já outras, a linguagem simples.

Logo, precisamos perguntar: qual é a melhor tradução para quem? Para pessoas eruditas? Para pessoas simples? Para pessoas que já são cristãs há muito tempo? Para pessoas que nunca leram a Bíblia nem conhecem a fé cristã? Para adultos? Para crianças? Ou, precisamos perguntar: qual é a melhor tradução para quê? Para estudar? Para evangelizar? Para memorizar? Para ensinar?

Em resumo, cada tradução será boa para alguém ou para alguma finalidade. Por isso, é muito bom que tenhamos várias traduções. Pessoas que não sejam tocadas por uma tradução poderão ser por outra. Encaremos, portanto, as traduções como bênçãos que Deus nos dá para alcançar o maior número de pessoas para o seu Reino. {cf. #1Co 9.22}

Comissão de Tradução, Revisão e Consulta da SBB